Cooperação é tema de debate no II Seminário sobre Diplomacia e Inovação Científica e Tecnológica, em Brasília
Cooperação é tema de debate no II Seminário sobre Diplomacia e Inovação Científica e Tecnológica, em Brasília

Cooperação é tema de debate no II Seminário sobre Diplomacia e Inovação Científica e Tecnológica, em Brasília

OEI. 08/12/2017
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Na manhã desta sexta-feira (08/12), o secretário-geral da OEI, Paulo Speller, participou do II Seminário sobre Diplomacia e Inovação Científica e Tecnológica: Ação Internacional no Brasil, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. A sessão de abertura contou com a presença dos ministros das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. 

Ao final da cerimônia de inauguração, os dois ministros assinaram uma portaria que estabelece comissão conjunta encarregada de submeter aos dois ministérios propostas de diretrizes, linhas de ação e um plano de ação anual para aprimorar o trabalho de coordenação das ações do Brasil no exterior na área de ciência, tecnologia e inovação. 

“Trata-se de um mecanismo profundamente inovador para o apoio e a governança de nossas iniciativas internacionais no campo da inovação”, disse Aloysio Nunes Ferreira. “Esta comissão que começa hoje tem pela frente o desafio de um mundo que deverá tratar de nanosegurança, bioeconomia, pesquisa embrionária e tantas outras novas matérias que exigirão posicionamento político, discussões sobre ética e definição de protocolos. Para este complexo arcabouço, a convergência de ações dos ministérios será essencial”, lembrou Gilberto Kassab.



O secretário-geral da OEI, Paulo Speller, e a diretora Adriana Weska


Intercâmbio de experiências 

Organizado em parceria pelo MRE e pelo MCTIC, com apoio da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), o II Seminário sobre Diplomacia e Inovação Científica e Tecnológica teve como objetivo o compartilhamento de experiências de interação com o Brasil de países que implementaram políticas públicas de incentivo à criação de ecossistemas de inovação empreendedores, como Argentina, Canadá, China, Dinamarca e Suécia. A programação contou com a apresentação de vários casos de sucesso de startups brasileiras. 

“Neste segundo seminário, conseguimos atrair alguns países que vivem no Brasil eficiente ação internacional em ciência, tecnologia e inovação. É importante conhecer seus métodos de trabalho, seus modos de inserção e sua interação com entidades brasileiras”, comentou o ministro Kassab. “Toda ciência é internacional e tem necessidade de cooperação para que a inovação possa produzir resultados auspiciosos ao nosso desenvolvimento. A cooperação com os países tem ajudado a compreender o quanto devemos aprofundar a dimensão da diplomacia científico-tecnológica.” 


Gilberto Kassab: "A convergência de ações dos ministérios é essencial"


Para Aloysio Nunes, o dia foi de celebração do talento brasileiro, reconhecido pela criatividade e a qualidade técnica. “Foi esse talento, utilizado como ativo fundamental da nossa diplomacia, que ensejou a instalação de centros de inovação de diversos países em grandes cidades brasileiras, justamente onde se encontram os principais ecossistemas de inovação no país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife”, afirmou. “Queremos que os escritórios regionais do Itamaraty sejam cada vez mais plataformas de facilitação, de contato entre esses ecossistemas domésticos e as principais praças inovadoras no exterior.” 

Segundo o ministro das Relações Exteriores, o modelo de tripla hélice, em que Estado, academia e iniciativa privada se coordenam para a construção do ecossistema de inovação, deve ser aplicado em sua plenitude. “É fundamental o diálogo, tanto com as universidades, institutos de ciência e tecnologia e centros de pesquisa e desenvolvimento, quanto com empresas privadas de todos os portes e setores, no Brasil e no exterior”, ressaltou. 


Aloysio Nunes destacou o talento brasileiro, reconhecido pela criatividade e qualidade técnica


Quatro painéis 

O II Seminário sobre Diplomacia e Inovação Científica e Tecnológica foi dividido em quatro painéis, que contaram com a presença de representantes dos dois ministérios brasileiros (MRE e MCTIC), de governos estrangeiros e organismos internacionais. 

O primeiro painel, “Ação Internacional no Brasil: Argentina e Suécia”, teve como palestrantes Jorge Mariano Jordán, diretor nacional de Cooperação, Integração Institucional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina, e Per-Arne Hjelmborn, embaixador da Suécia no Brasil. 

No segundo, “Ação Internacional no Brasil: China e União Europeia”, os convidados foram Li Jinzhang, embaixador da China no Brasil, e Khalil Rouhana, vice-diretor da DG Connect (Direção Geral para as Redes de Comunicação, Conteúdos e Tecnologias) da União Europeia. 

O terceiro painel, “Ação Internacional no Brasil: a dimensão multilateral”, contou com apresentações de Fábio Eon, coordenador de Ciências da Representação da UNESCO no Brasil, e de Markus Will, coordenador do Projeto “ENRICH-Brazil”.  

No quarto, “Ação Internacional no Brasil: os Centros de Inovação da Dinamarca e o universo das startups”, os palestrantes foram Stina Nordsborg, vice-presidente do “Innovation Center Denmark”, do Consulado-Geral do Reino da Dinamarca em São Paulo; Paulo de Castro Reis, diretor de Relações Institucionais da Câmara de Comércio Brasil-Canadá; Gustavo Cunha Debs, diretor de operações da ZUP; e Vitor Magnani, vice-presidente de Políticas Públicas do iFood e Presidente da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O).