OEI participa do lançamento da publicação da OCDE “Panoramas da educação”

OEI participa do lançamento da publicação da OCDE “Panoramas da educação”

OEI. 26/11/2015
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A OEI participou, no dia 24/11, do lançamento da publicação da OCDE “Panoramas da educação” (Education at a Glance-EAG- www.oecd.org/edu/eag.htm) 2015, que completa 25 anos de edições.  O lançamento contou com a presença do Presidente do INEP (Francisco Soares), da Coordenadora da Publicação EAG na OCDE (Corinne Heckmann) e do Secretário Executivo do MEC (Luiz Cláudio Costa), em representação ao Ministro de Estado. Segundo detacado pelas autoridades brasileiras o EAG é, sobretudo, fonte de inspiração para as melhorias e avanços nas políticas educacionais brasileiras. 

Lançada simultaneamente em 15 dos 46 países pesquisados (34 da OCDE e G20), e pela primeira vez no hemisfério sul (Brasil), o lançamento incluiu uma apresentação especial sobre a situação do Brasil, feita por consultora da OCDE (Camila de Moraes), pelo Diretor de Estatísticas Educacionais do INEP (Carlos Moreno Sampaio) e pelo Coordenador de Estatísticas Internacionais Comparadas do INEP (Daniel Capistrano). 

No âmbito de cobertura do EAG, ficou marcada a preocupação com o fato das gerações mais jovens contarem com menos “qualidade educativa” do que a geração imediatamente anterior em muitos países, situação de impacto direto no desenvolvimento. “Felizmente, esse não é o caso do Brasil”, afirmou o Secretário Luiz Cláudio , que felicitou os docentes brasileiros pelos avanços obtidos. Repetindo frase do Diretor da OCDE Andreas Schleicher  “nenhuma escola é melhor do que a qualidade de seus professores”.  Corinne Heckmann disse que o Brasil tem feito progresso “significativo no acesso à educação, principalmente entre jovens e pessoas de baixa renda”. O PNE foi citado por todas as autoridades presentes como o “dever de casa do Brasil”. 

Superar as desigualdades na educação e melhorar a qualidade de sua oferta a todos e a todas persistem o maior desafio das nações. A queda no financiamento foi também sentida como um “efeito retardado” da crise econômica mundial de 2008 e aos países apresenta-se o desafio de fazer mais com menos. 

Os dados educacionais são referentes ao ano de 2013 e os dados financeiros são de 2012. Foram trabalhados por técnicos do INEP e da OCDE de forma a colocá-los em unidades comparáveis às utilizadas por outros países. Entre o 2018 e 2013, o Brasil foi o país que mais cresceu em relação ao gasto em educação per capita e é o 3º país com maior investimento público em educação, cálculo esse feito com relação ao PIB e não em valores absolutos. Avançou muito também no que diz respeito ao acesso à educação infantil e à técnica, além de no número de mestres e doutores. Segundo a visão dos diretores de escola, é latente a percepção de que agora as mesmas contam com mais meios para ensinar. Entretanto, a desigualdade de gênero continua muito alta, assim como a percepção dos docentes de que lhes falta qualificação para lidar com as TIC, com alunos com necessidades especiais ou mesmo com a área técnica que lecionam. A síntese sobre a situação do Brasil encontra-se em anexo, no documento intitulado “Country note”. 

Alguns dados apresentados podem impactar na definição de políticas de atuação da OEI no Brasil, ou mesmo reforçar algumas linhas e programas já traçados, inclusive por Madri, no âmbito dos Programas da Ação Compartilhada.