ONGs e escolas de Bolívia, Colômbia, El Salvador e Peru ganham o II Prêmio Ibero-americano de Educação em Direitos Humanos
ONGs e escolas de Bolívia, Colômbia, El Salvador e Peru ganham o II Prêmio Ibero-americano de Educação em Direitos Humanos

ONGs e escolas de Bolívia, Colômbia, El Salvador e Peru ganham o II Prêmio Ibero-americano de Educação em Direitos Humanos

OEI. 06/12/2017
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Quatro projetos de ONGs e centros educativos de Bolívia, Colômbia, El Salvador e Peru receberam o II Prêmio Ibero-americano de Educação em Direitos Humanos "Óscar Arnulfo Romero". A cerimônia foi realizada no dia 1º de dezembro no Santuário de San Pedro Claver, em Cartagena das Índias, na Colômbia, com a presença do secretário-geral da OEI, Paulo Speller; o diretor da Fundación SM, Javier Palop; a ministra da Educação da Colômbia, Yaneth Giha Tovar; o ex-presidente colombiano e ex-secretário da UNASUL Ernesto Samper; o ministro da Educação de El Salvador, Carlos Canjura, e o prefeito de Cartagena das Índias, Sergio Londoño.

Criado em 2015 pela OEI e a Fundação SM, o Prêmio Ibero-americano de Educação em Direitos Humanos "Óscar Arnulfo Romero" reconhece com 5.000 dólares o trabalho de instituições educativas, ONGs e membros da sociedade civil que defendem e promovem os direitos humanos por meio da educação.

"Temos um longo caminho para percorrer, mas iniciativas como esta nos lembram que não estamos sós, que as metas são compartilhadas e que os frutos começam a ser vistos", afirmou o secretário-geral da OEI, Paulo Speller, durante a cerimônia.

Trezentos projetos de 19 países ibero-americanos participaram desta segunda edição do prêmio. Na etapa final, o Brasil concorria com os projetos "Entre o Diário e a HQ: Estudantes construindo a história de um bairro" (Belo Horizonte, Minas Gerais), na categoria A, e "Lei Maria da Penha nas escolas: desconstruindo a violência, construindo diálogos" (Teresina, Piauí), na categoria B.


Ganhadores da categoria A

Na categoria A, voltada para centros escolares (educação formal), o primeiro prêmio foi para "Socio Productivo (PSP): Enseñanza de los DDHH de la mujer" (Sócio Produtivo: Ensino dos Direitos Humanos da Mulher), projeto das Unidades Educativas Caleria e Cohana (Bolívia) que promove a participação estudantil e o conhecimento dos direitos humanos, em particular os direitos da mulher, para lutar contra a discriminação. O 2º prêmio ficou com a Escola Normal Superior Juan Ladrilleros (Colômbia) e seu projeto de mediadores escolares para a resolução de conflitos.


Ganhadores da categoria B

Na categoria B, dedicada a organizações da sociedade civil e de educação não formal, o primeiro prêmio foi para a ONG Infant Perú e seu projeto de ecotecnologias para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes das comunidades ribeirinhas de Belén. O Museo da Palabra y la Imagen de El Salvador obteve o 2º prêmio desta categoria com "Relevos generacionales para la educación en DDHH" (Relevos geracionais para a educação em direitos humanos), programa que busca criar espaços de aprendizagem para que os jovens adquiram habilidades para defender seus direitos.


Menções especiais

O júri também concedeu menções especiais aos projetos “Capaces”, do Instituto de Educação Secundária Almina, da cidade de Ceuta (Espanha), que aposta na educação inclusiva e solidária para transformar a sociedade, e "Corporación Parque Por la Paz Villa Grimaldi" (Chile), que busca promover uma cultura de direitos humanos vinculada ao passado e à memória crítica.


Maria do Pilar Lacerda (no centro), diretora da Fundação SM Brasil, com os vencedores do prêmio no Brasil