Programa de Formação de Formadores Moçambicanos é encerrado com cerimônia no Ministério da Educação
Programa de Formação de Formadores Moçambicanos é encerrado com cerimônia no Ministério da Educação

Programa de Formação de Formadores Moçambicanos é encerrado com cerimônia no Ministério da Educação

OEI. 15/12/2017
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Os 30 professores de institutos agrários de Moçambique que participaram do Programa de Formação de Formadores Moçambicanos, iniciado em 11 de setembro nas cinco regiões brasileiras, receberam seus certificados na tarde desta quinta-feira (14/12), no Auditório do Ministério da Educação, em Brasília. Estavam presentes à cerimônia o secretário-geral da OEI, Paulo Speller, e a diretora da OEI Brasil, Adriana Weska.

Participaram da mesa de encerramento do programa o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), João Almino; o embaixador de Moçambique no Brasil, Manuel Lubisse; o secretário permanente do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional de Moçambique (MCTESTP), Celso Laice; o reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas, Marcelo Bregagnoli; o vice-presidente do  Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Roberto Gil Almeida; e o diretor de políticas da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), Valdecir Tadei.    

Instituído a partir de protocolo de intenções firmado em 30 de janeiro de 2017, o Programa de Formação de Formadores Moçambicanos contou com a atuação conjunta do Conif, da Setec e da ABC para a viabilização do treinamento de 30 professores nas áreas de agricultura e mecanização agrícola. Durante os três meses de atividades no Brasil, os moçambicanos puderam conhecer experiências de institutos em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina, Amapá, Roraima, Goiás e Distrito Federal.


Cooperação

“O Brasil tem sido referência mundial no campo da cooperação técnica para o desenvolvimento em áreas diversas do conhecimento, com destaque para a agricultura sustentável, a saúde, a educação, a segurança alimentar e a formação profissional”, destacou o embaixador João Almino, lembrando que o papel da ABC é o de coordenar o processo de concepção, aprovação, negociação e execução de “ações voltadas ao compartilhamento de conhecimentos, tecnologias, práticas e experiências brasileiras que possam catalisar processos de desenvolvimento”.

Almino ressaltou, ainda, que a formação desses 30 professores foi possível graças a uma parceria efetiva entre instituições brasileiras e moçambicanas, uma “autêntica relação de sinergia”, em que os esforços partilhados entre os parceiros envolvidos resultaram numa ação concreta de fortalecimento do ensino profissional moçambicano.


“Consciente da importância estratégica da educação profissional no desenvolvimento do capital humano, o governo de Moçambique está implementando um amplo plano de reforma de educação profissional”, comentou o representante do MCTESTP, Celso Laice. “E o sistema que estabelecemos privilegia o saber fazer, saber estar e saber ser, visando o desenvolvimento de uma força de trabalho moçambicana tecnicamente dotada de cultura do trabalho e de espírito empreendedor”.

Para Celso Laice, o Brasil “propiciou uma valiosa oportunidade” para os 30 formadores provenientes de várias instituições moçambicanas. “Testemunhamos hoje o primeiro passo visando a operacionalização do Plano de Ação 2017-2019, definido no protocolo de intenções rubricado em Maputo. (...) Esperamos que esta cooperação que iniciamos se consolide e perdure, criando condições para a implementação efetiva das ações delineadas para os próximos dois anos”, disse o secretário africano.


O reitor Marcelo Bregagnoli, por sua vez, lembrou que se trata de um programa piloto, que acabou criando uma metodologia que pode direcionar outros programas, em uma possível continuidade de ações. ““Este grupo de professores terá um tutoria online. Docentes da rede federal atuarão junto com eles para o desenvolvimento de projetos in loco em Moçambique”, anunciou. “Também estamos adaptando o programa para que sirva como uma forma de capacitação lato sensu, e há encaminhamento para uma pós-graduação stricto sensu, mestrado ou doutorado.”


O professor Hélder Vicente Matavel falou em nome dos colegas, agradecendo a brasileiros e moçambicanos que estiveram envolvidos direta e indiretamente nesta iniciativa, “pelo esforço desempenhado no desenvolvimento do capital humano, porque o capital humano é realmente a base do desenvolvimento de um país”. “Se fosse transmitir o sentimento de todos nós, pararia só em 2018”, brincou, dizendo também que o português não era suficiente e repetindo “obrigado” em várias línguas nativas.