Raphael Callou toma posse como diretor do Escritório da OEI no Brasil, em cerimônia no Ministério da Educação, em Brasília
Raphael Callou toma posse como diretor do Escritório da OEI no Brasil, em cerimônia no Ministério da Educação, em Brasília
Raphael Callou e Paulo Speller após a assinatura do documento de posse (foto: Mariana Leal/MEC)

Raphael Callou toma posse como diretor do Escritório da OEI no Brasil, em cerimônia no Ministério da Educação, em Brasília

OEI. 28/03/2018
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O novo diretor do Escritório da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) no Brasil, Raphael Callou, tomou posse na manhã desta quarta-feira (28/03), em cerimônia na Sala de Atos do Ministério da Educação (MEC), em Brasília.

Entre as autoridades presentes estavam o secretário-geral da OEI, Paulo Speller, os ministros Mendonça Filho (Educação), Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação) e Wagner Rosário (interino do Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União), e a secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.


Também participaram da solenidade as ex-diretoras da OEI no Brasil, Adriana Weska (atual diretora-geral do Cebraspe) e Ivana de Siqueira (hoje secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC); a representante da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto; o coordenador-geral da Agência de Cooperação Brasileira (ABC), Márcio Correia; secretários dos Ministérios da Educação, da Cultura e da Ciência e Tecnologia, reitores e representantes de entidades como a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), entre outras instituições.


Mais de 50 pessoas participaram da solenidade no Ministério da Educação (foto: Mariana Leal/MEC)

Riqueza de experiências

O secretário-geral da OEI, Paulo Speller, abriu a cerimônia destacando a importância do Escritório da OEI na Brasil. “O Brasil é um país no qual os outros países da América Latina e do Caribe se espelham, não só pela dimensão territorial ou pela economia, mas sobretudo pelas experiências realizadas no campo da educação, da cultura, da ciência e da tecnologia. O Brasil tem uma diversidade, uma riqueza de possibilidades muito grande”, afirmou.

Lembrando que o momento é de transformação, de preparação para mudanças, Speller ressaltou os avanços alcançados pela parceria construída entre a OEI e o Ministério da Educação do Brasil, e falou do papel que os organismos internacionais cumprem estando a serviço do Estado. “Tenho a convicção de que com Raphael seremos capazes de avançar ainda mais. É uma pessoa jovem, com formação sólida e uma capacidade de diálogo muito grande.” 


Paulo Speller, Mendonça Filho, Maria Helena Guimarães de Castro e Raphael Callou (foto: Mariana Leal/MEC)

Ferramenta de mudança

Raphael Callou deixa a chefia de gabinete do Ministério da Educação para assumir a direção da OEI Brasil. Em seu discurso de posse, ele comentou realizações importantes do MEC nos últimos dois anos, como a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, e falou sobre sua convicção de que a educação é a ferramenta para a mudança do país, capaz de levá-lo “a outro patamar de ética, ainda mais republicano”.

“Acredito que um futuro mais promissor para o nosso país passa necessariamente por uma educação de qualidade, capaz de firmar bases sólidas para o desenvolvimento e consolidação da cidadania no Brasil. E não há cidadania sem cultura, assim como não há ciência e desenvolvimento tecnológico sem uma educação de qualidade”, afirmou.


Elemento de consenso

“A educação tem que ser um elemento de consenso, não pode ser um projeto de governo, não pode ser um elemento passageiro, transitório. Tem que ser um projeto de futuro, uma estratégia enquanto nação”, complementou. “Por isso, é importante ter coragem para tomar decisões corretas, eficazes, capazes de resistir ao crivo do tempo. Frequentemente trabalhamos políticas educacionais como projetos desenvolvidos para colher frutos a médio e longo prazo. Mas o futuro começa agora, nas iniciativas que são colocadas em prática no presente. Nosso compromisso com o futuro exige urgência. Educação é matéria necessária, primordial e urgente.”

O elemento de consenso, segundo ele, também deve ser buscado nas áreas da cultura, da ciência e tecnologia. “A OEI tem condições muito favoráveis de ser exitosa nos projetos que conduz, principalmente porque trabalha com países que muitas vezes têm desafios similares e uma história comum, partilhada”, comentou o diretor. “Neste sentido, pretendo trabalhar em sintonia direta com a sede em Madri, mas também reforçando os esforços de cooperação com os demais escritórios, trabalhando em sintonia com tudo o que tem sido conduzido na região ibero-americana.”


Raphael Callou e o ministro Gilberto Kassab (foto: Mariana Leal/MEC)

Trajetória 

No final da solenidade, o ministro Mendonça Filho lembrou sua trajetória na política, o início precoce (aos 20 anos, Mendonça era universitário e deputado estadual), não para mencionar a própria história, e sim referir-se a seu ex-chefe de gabinete, Raphael Callou, a quem tem acompanhado nos últimos anos. 

“Na vida, aprendi a descobrir talentos, pessoas qualificadas que se dedicam de forma plena ao exercício de sua função, especialmente na área pública. E enxerguei em Raphael uma pessoa dedicada, trabalhadora, estudiosa, capaz de avançar e recuar quando necessário. Ele cumpriu muito bem sua missão na chefia de gabinete. Mostrou que tem capacidade de articular, de sedimentar alianças, e se credenciou para assumir o escritório da OEI no Brasil, um cargo de enorme prestígio e grande responsabilidade. Tenho a convicção de que vai desempenhar a tarefa com competência e dedicação.”


Paulo Speller, Wagner Rosário, Mendonça Filho, Maria Helena Guimarães e Raphael Callou (foto: Mariana Leal/MEC)

Assista ao vídeo realizado pela TV MEC:


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