Secretário-geral da OEI participa da 51ª Reunião de Ministros de Educação do Mercosul, em Brasília
Secretário-geral da OEI participa da 51ª Reunião de Ministros de Educação do Mercosul, em Brasília

Secretário-geral da OEI participa da 51ª Reunião de Ministros de Educação do Mercosul, em Brasília

OEI. 07/12/2017
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O secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), Paulo Speller, participou da 51ª Reunião de Ministros de Educação do Mercosul, nesta quinta-feira (07/12), em Brasília. O encontro contou com a presença do ministro da Educação do Brasil, José Mendonça Filho; do ministro de Educação e Ciências do Paraguai, Enrique Riera Escudero; do Secretário de Gestão Educativa do Ministério de Educação da Argentina, Maximiliano Gulmanelli; do ministro da Embaixada do Uruguai, Manuel Etchevarren, e do embaixador da Colômbia no Brasil, Alejandro Borda. 

Também participaram da reunião as representantes da UNESCO e do UNICEF no Brasil, respectivamente Marlova Jovchelovitch Noleto e Florence Bouer. A diretora da OEI no Brasil, Adriana Weska, participou como observadora.

Durante a reunião, Paulo Speller destacou algumas ações que a OEI vem realizando com os países membros e associados do Mercosul, de forma bilateral ou regional, como no caso do Paraguai, em que um acordo assinado com a União Europeia permitirá a instalação de centros regionais de alta qualidade, num investimento de 46 milhões de euros. “São exemplos que nos mostram caminhos que podem ser seguidos por outros países”, comentou.

Os programas de formação e mobilidade de professores na Ibero-América também foram ressaltados pelo secretário-geral da OEI, especialmente o Programa Paulo Freire, voltado para a mobilidade de estudantes de licenciatura, e que conta com a participação de todos os países do Mercosul. “Este ano, atingimos 230 mobilidades. Em 2018, teremos mais 280”, afirmou.

Speller também fez referência a um programa que a OEI deve iniciar no próximo ano, numa ação conjunta entre Argentina, Paraguai e Brasil, para a formação de professores de matemática. “Estamos em negociação avançada com três universidades de cada um desses países, para um curso de especialização de professores. A ideia é de explorar tanto os recursos virtuais dessas universidades como também a mobilidade direta, presencial, uma vez que se encontram próximas”, adiantou.

Ao retomar um tema apresentado na reunião anterior dos ministros de Educação como uma das prioridades de trabalho – o compartilhamento de boas práticas em primeira infância –, o secretário-geral da OEI propôs a organização de um curso de cooperação internacional para os países do Mercosul, presencial, que seria realizado no Escritório da OEI em Buenos Aires, durante uma semana, em março de 2018. Cada país poderia contar com dois participantes.

“Poderíamos fazer este curso para as equipes de cooperação internacional, de acordo com as prioridades, além de um seminário para compartilhar as boas práticas dos países em primeira infância. São muitas as experiências que temos, e evidentemente, buscamos a integração com o UNICEF e a UNESCO”, propôs Speller. O Instituto Ibero-americano de Primeira Infância, recém-criado em Santiago (Chile), segundo ele, poderia apoiar a realização deste seminário na capital argentina em 2018.

Parcerias

A importância das parcerias dos países membros e associados do Mercosul com os organismos internacionais de cooperação também foi destacada pelo ministro da Educação do Brasil, Mendonça Filho, que propôs para 2018 ações como a elaboração de programas, cursos e seminários conjuntos, e a aproximação com as redes de agricultura familiar, nos temas de educação no campo, alimentação escolar e desenvolvimento sustentável. “Para levar adiante estes e outros projetos precisamos cada vez mais estabelecer parcerias com a Unesco, o Unicef e a OEI”, reforçou.


Mendonça Filho destacou, ainda, a necessidade de maior integração entre o Mercosul social e o comercial. “Acredito que a educação forma cidadãos, mas também aumenta a produtividade de nossas economias, tendo impacto direto na produção e, em última instância, no comércio internacional”, afirmou o ministro.


O Brasil assumiu a presidência pro-tempore do Setor Educacional do Mercosul (SEM) na 50ª reunião de ministros, realizada em 16 de junho em Buenos Aires (Argentina), e termina agora o mandato semestral que cabe a cada país membro. “Nesses seis meses, buscamos abrir o Mercosul para experiências internacionais, trazer as melhores práticas internacionais em algumas áreas que nos parecem prioritárias na educação, sempre preservando a identidade do bloco”, ressaltou o ministro brasileiro, que ao final do encontro transferiu a presidência pro tempore para o ministro da Educação e Ciências do Paraguai, Enrique Riera Escudero. 


“Queremos trabalhar a sério na integração educacional. Se equilibrarmos nossos serviços educativos, será mais fácil para todos”, afirmou o ministro paraguaio. “Queremos impulsionar e melhorar as escolas de fronteiras. Queremos impulsionar também o reconhecimento de títulos e os intercâmbios estudantis, além de aumentar a quantidade de cursos de especialização. Para que o Mercosul funcione, deveríamos abrir os canais de intercâmbio: de experiências, de estudantes e de professores.”


A etapa final da 51ª reunião teve a participação de seis representantes do Parlamento Juvenil do Mercosul, que leram trechos da declaração elaborada no 4º Encontro Internacional, realizado em Montevidéu (Uruguai) de 6 a 9 de outubro. Roberto Franklin de Leão, secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, falou em nome das centrais sindicais. “Queremos participar de maneira constante da discussão das questões da educação, defendendo fortemente a educação pública e a valorização dos profissionais”, afirmou.



A instância

A Reunião de Ministros de Educação do Mercosul (RME) foi criada em 1991 pelo Conselho do Mercado Comum (CMC), como a instância orgânica superior do Setor Educacional do   Mercosul (SEM). Realizada pelo menos uma vez por semestre, está integrada pelos ministros de Educação dos países signatários do Tratado de Assunção: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Representantes de governos dos países associados podem participar como convidados para tratar de temas de interesse comum.


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