Mobilidade acadêmica da OEI atrai estudantes da Universidade de Brasília

Mobilidade acadêmica da OEI atrai estudantes da Universidade de Brasília

OEI. 21/08/2018
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O anfiteatro 10 da Universidade de Brasília (UnB) ficou lotado na manhã desta terça-feira, 21, de estudantes de licenciaturas interessados em investir na carreira de docente e buscar experiências internacionais para isso. Cerca de 150 universitários participaram da roda de conversa: A importância da mobilidade acadêmica internacional para a formação de professores. O bate-papo foi promovido pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

“Quando a OEI incentiva a mobilidade internacional está, realmente, defendendo e procurando trazer para dentro da sala de aula o que há de melhor em boas práticas educacionais na Ibero-América”, afirmou o diretor da OEI, Raphael Callou. Para Callou, isso é possível por meio de projetos que estimulem a percepção e o reconhecimento das diferenças e ao mesmo tempo desenvolvam a compreensão entre os povos, especialmente na América Latina.

A abertura do evento, que teve a parceria da Assessoria de Assuntos Internacionais da UnB, também contou com a participação da reitora da UnB, Márcia Abrahão. “A integração das licenciaturas por meio da mobilidade é um esforço que temos de fazer juntos para que o país alcance bons resultados na educação básica”, ressaltou. A reitora observou ainda ser fundamental para a universidade formar cidadãos que saibam se relacionar com a ciência feita por outros países. “A melhoria da formação docente se faz também com o trabalho em rede.”

Do Ministério da Educação estiveram presentes o Secretário de Educação Superior, Paulo Barone, e a Assessora Especial para Assuntos Internacionais, Carla Barroso Carneiro. A educação básica esteve representada pelo Secretário de Estado da Educação do Distrito Federal, Júlio Gregório Filho.

Duas universitárias relataram na roda de conversa com os colegas universitários suas experiências como bolsistas do programa. “Foram quatro meses que vão repercutir em toda a minha vida profissional”, destacou a doutoranda Anne Karynne que esteve no Chile, em 2017. A universitária da UnB Jéssica Evangelista, que chegou recentemente da Costa Rica, falou da experiência que viveu na América Central. “Para o senso comum intercâmbio só é válido para a Europa ou Estados Unidos. Escolhi a Costa Rica, cresci muito como pessoa e acabei conhecendo outros países por conta da proximidade”, disse.

O Programa de Mobilidade Paulo Freire funciona por adesão das instituições de ensino superior públicas. Atualmente, 15 delas participam do processo enviando brasileiros para fora do país e acolhendo estudantes estrangeiros em seus campus. Este semestre 16 universitários brasileiros embarcam para países da Ibero-América. A maioria vai para a América Latina: Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru. Na América Central os destinos são Costa Rica e Cuba. Já os estrangeiros que vêm para instituições brasileiras são, por sua vez, da Colômbia, México e Uruguai.

A fase piloto do programa foi em 2016. Na ocasião o Brasil recebeu oito mexicanos que cursaram disciplinas nas universidade federais do Amazonas (UFAM) e da Grande Dourados (UFGD). No ano passado, seis brasileiros foram contemplados com o Paulo Freire e 14 estrangeiros escolheram instituições do Brasil para aprimorar suas formações docentes.

Confira como foi a oficina do Programa de Mobilidade Paulo Freire

Foto: Raquel Aviani