No Dia Internacional da Mulher, organizações ibero-americanas celebram o trabalho de ativistas na região

No Dia Internacional da Mulher, organizações ibero-americanas celebram o trabalho de ativistas na região

OEI. 07/03/2018
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Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, cinco organizações ibero-americanas lançam hoje uma campanha conjunta de apoio à igualdade, à justiça e aos direitos das mulheres. Participam da iniciativa a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), a Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB), a Organização Ibero-Americana da Segurança Social (OISS), a Conferência de Ministros da Justiça dos Países Ibero-Americanos (COMJIB) e o Organismo Internacional da Juventude para a Ibero-América (OIJ)

A campanha  "O momento é agora" visa destacar as conquistas e a dedicação de ativistas ibero-americanas que trabalham nas áreas rurais, urbanas, de luta contra a violência, de defesa dos direitos indígenas, de pessoas com vivem com deficiência e de igualdade trabalhista. As histórias dessas mulheres podem ser encontradas no portal Somos Ibero-América

Para o secretário-geral da OEI, Paulo Speller, "as ibero-ativistas estão marcando a diferença na vida de milhões de crianças e adolescentes nas escolas. São referências inspiradoras contra a violência de gênero e a desigualdade. Na OEI, trabalhamos há quase 70 anos de mãos dadas com elas e temos sido testemunhas de seu trabalho como motores de mudança e multiplicadoras de oportunidades em educação, ciência e cultura para toda a Ibero-América".

Mulheres inspiradoras nas escolas

Entre as ativistas que se destacam na região, está a brasileira Gina Vieira Ponte, idealizadora do projeto “Mulheres Inspiradoras”, voltado para o fortalecimento da identidade feminina. A iniciativa, que começou em 2015 em uma escola de Ceilândia, em 2017 chegou a 17 escolas da rede pública do Distrito Federal, graças ao acordo de cooperação firmado pelo Governo de Brasília, a OEI e a Corporação Andina de Fomento (CAF). 




Outro nome citado na lista de “ibero-ativistas” é o da professora boliviana Lucinda Mamani. Com seu trabalho na Escola de Calería (Pucarani, La Paz), ela vem conseguindo o respeito e a valorização da participação feminina nas salas de aula e na representação política escolar, por meio de obras de teatro ou oficinas com seus alunos. “Queremos que a futura geração esteja livre de violência", afirma. 

O projeto desenvolvido por Mamani foi um dos quatro ganhadores do II Prêmio Ibero-americano de Direitos Humanos Óscar Arnulfo Romero, entregue no dia 1º de dezembro de 2017, em Cartagena das Índias, na Colômbia. Criada em 2015 pela OEI e a Fundação SM, a premiação reconhece o trabalho de escolas, ONGs e membros da sociedade civil que defendem e promovem os direitos humanos através da educação. 




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