OEI amplia cooperação com o Brasil em iniciativas voltadas à primeira infância

OEI amplia cooperação com o Brasil em iniciativas voltadas à primeira infância

OEI. 22/10/2019
Tamanho do texto+-

O direito de brincar e a importância da leitura são algumas das atividades culturais que a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) entende como prioritárias para o melhor desenvolvimento das crianças na faixa etária de zero a seis anos. As ações sugeridas pela Organização foram elencadas nesta terça-feira, 22, durante o I Seminário de Primeira Infância do Programa Criança Feliz Brasiliense.

Organizado pelo Governo do Distrito Federal, o encontro reuniu especialistas de diferentes áreas para tratar de temas relacionados à assistência, educação e saúde do público infantil. O debate ocorreu na Organização Pan Americana de Saúde em Brasília. Nesta tarde, o coordenador de desenvolvimento de cooperação técnica da OEI, Leonardo Serikawa, participou de um dos painéis do Seminário para apresentar programas da OEI sobre primeira infância.

Nessa segunda-feira, a OEI também passou a ser a mais nova integrante da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI). O anúncio foi feito ontem, durante a Assembleia Geral da Rede. A RNPI é uma articulação nacional de 200 organizações públicas, privadas e da sociedade civil que atuam na promoção e garantia dos direitos das crianças de zero a seis anos de idade.

O encontro é considerado o mais importante momento de sinergia de seus integrantes. Na Assembleia são discutidos os diversos projetos e principais ações em curso na Rede. É uma oportunidade de os diferentes agentes trocarem experiência e unirem esforços em iniciativas comuns.

A representante da OEI na Rede e consultora especialista em primeira infância, Carol Velho, apresentou aos participantes da Assembleia a pesquisa da OEI que encontra-se em andamento. Trata-se de levantamento sobre os efeitos do sistema prisional na relação mães e filhos e no desenvolvimento da primeira fase de vida.

Sob o título de “Crianças e o cárcere”, a investigação busca municiar o Poder Judiciário com dados sobre filhos de mulheres privadas de liberdade. Uma vez que o Brasil tem a quarta maior população prisional feminina do mundo. Um total de 42,3 mil mulheres privadas de liberdade, conforme Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen).

A ideia da pesquisa é contribuir com a sensibilização do sistema penal para que as decisões tomadas no âmbito do direito penal aprimorem a conciliação com as políticas de assistência social, de educação e de saúde.


Conheça outras iniciativas recentes da OEI em primeira infância