OEI presente na reinstalação do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos

OEI presente na reinstalação do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos

OEI. 30/03/2016
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Brasília, 30 de março de 2016 - A Diretora da OEI, Adriana Weska, participou na tarde de hoje da cerimônia de posse dos novos membros do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos (CNEDH). O evento contou com a presença da ministra das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, do Secretário Especial de Direitos Humanos, Rogério Sottili, além de representantes de órgãos governamentais, de instituições de ensino superior, de especialistas, de organizações internacionais e da sociedade civil.

A solenidade marcou a reinstalação do CNEDH foi marcada pela ampliação da participação da sociedade civil, tornando sua composição plural e diversificada e pelo desafio de fortalecer o processo de educação em direitos humanos. O Comitê teve participação ativa na conquista de importantes marcos legais na temática, a exemplo do Plano Nacional, do Programa Nacional e das Diretrizes Nacionais de Educação em Direitos Humanos e terá como primeiro desafio contribuir para a 12ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, agendada para o final de abril. A revisão do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos e a implementação das Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos estão entre as principais competências do CNEDH.

Em seu pronunciamento, a ministra Nilma enfatizou a importância da educação em direitos humanos no sentido de humanizar os processos educativos. Iniciativas nesse sentido interferem na ação e na reação dos sujeitos contra preconceitos de toda ordem, acrescentou a ministra. Por fim, citou Boaventura de Sousa Santos: “temos que formar novos cidadãos com mentalidades inconformistas e rebeldes diante de qualquer forma de injustiças e repressão”.

O presidente do Comitê, Rogério Sottili, agradeceu os antigos membros e as entidades que tiveram participação ativa no Comitê durante seus 12 anos de existência e reforçou a responsabilidade do novo grupo diante do momento delicado que o país está vivenciando. Há que se transformar uma cultura de violações, ainda bastante presente na sociedade, em uma cultura de paz e de direitos, acrescentou Sottili.

A nova composição do Comitê divide-se em cinco categorias: órgãos públicos, organismos internacionais, instituições de ensino superior, representantes da sociedade civil e movimentos sociais, e especialistas, além de prever a participação de convidados permanentes e especiais.