OEI promove roda de conversa na UnB sobre mobilidade acadêmica

OEI promove roda de conversa na UnB sobre mobilidade acadêmica

OEI. 20/08/2018
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Nesta quarta-feira, 22, a estudante de espanhol da Universidade Federal de Goiás (UFG), Simone Cruz, escreve um novo capítulo da vida dela. Vai entrar em uma sala de aula na Universidad de Santiago do Chile (USACH) para conhecer mais sobre a cultura chilena. Ela faz parte de um grupo brasileiros que este ano participará do Programa de Mobilidade Paulo Freire da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). A iniciativa, voltada para alunos de cursos de licenciatura, funciona por adesão das instituições de ensino superior.

Para tornar a mobilidade estudantil mais acessível a quem decidiu ser professor, a OEI promove um bate-papo com universitários, hoje (21), às 9h, no anfiteatro 10, da Universidade de Brasília (UnB). A roda de conversa: A importância da mobilidade acadêmica internacional para a formação de professores.

“O Programa Paulo Freire inova ao incluir as licenciaturas nos processos de internacionalização da educação superior. Permite que futuros docentes da educação básica, especial e técnico-profissional, assim como outras áreas do conhecimento, também tenham em seus currículos um diferencial de formação, com uma experiência internacional”, observa o diretor da OEI, Raphael Callou.

Para tirar as dúvidas dos estudantes, a OEI convidou para a conversa representantes do Ministério da Educação, da UnB e integrantes da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Universitários brasileiros que acabaram de chegar de fora também vão compartilhar com os participantes do bate-papo o impacto da mobilidade em suas vidas.

O Programa de Mobilidade Paulo Freire funciona por adesão das instituições de ensino superior públicas. Atualmente, 15 delas participam do processo enviando brasileiros para fora do país e acolhendo estudantes estrangeiros em seus campus.

Este semestre 16 universitários brasileiros embarcam para países da Ibero-América. A maioria vai para a América Latina: Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru. Na América Central os destinos são Costa Rica e Cuba. Já os estrangeiros que vêm para instituições brasileiras são, por sua vez, da Colômbia, México e Uruguai.

A fase piloto do programa foi em 2016. Na ocasião o Brasil recebeu oito mexicanos que cursaram disciplinas nas universidade federais do Amazonas (UFAM) e da Grande Dourados (UFGD). No ano passado, seis brasileiros foram contemplados com o Paulo Freire e 14 estrangeiros escolheram instituições do Brasil para aprimorar suas formações docentes.

Oficina – A parte da tarde será marcada por uma atividade prática coordenada pela OEI e a SEEDF. A doutoranda Anne Karynne Almeida, bolsista do Programa de Mobilidade Paulo Freire no Chile, em 2017, coordenará a oficina Contando e escrevendo história: aumentando o potencial dos professores. Anne Karynne é estudante de Educação em Ciências e Matemática na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

A capacitação ocorre na Escola de Aperfeiçoamento de Professores (EAPE), das 14h às 18h. O exercício visa o treino da escrita com atenção a habilidades essenciais ao processo de comunicação como a escuta, a partilha de ideias, os aprendizados e a construção coletiva de textos. A técnica será compartilhada com 26 professores que atuam na coordenação de unidade básica do Governo do Distrito Federal. A expectativa é que o grupo atue como multiplicador da técnica nas 14 regionais de ensino do DF.