Secretário-geral da OEI participa de mesa sobre redes culturais no MicBR

Secretário-geral da OEI participa de mesa sobre redes culturais no MicBR

OEI. 07/11/2018
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A Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) participou ontem (06), da primeira mesa de debates no Mercado das Indústrias Criativas Brasileiras (MicBR), em São Paulo, sobre o fortalecimento de redes culturais. O painel foi mediado pelo Diretor da OEI no Brasil, Raphael Callou, e contou com a participação do Secretário-geral da OEI, Mariano Jabonero, do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão e do pesquisador Manuel da Gama, além dos atores Marcos Frota e Marisa Orth e da cineasta Carla Camurati.

Mariano Jabonero abriu a sessão ressaltando a importância da Carta Cultural Ibero-americana como documento-base para o desenvolvimento de trabalhos em rede entre os 23 países que integram o bloco. “A Carta Cultural Ibero-americano aponta a diversidade cultural como um grande distintivo. Somos diferentes. E somos muito importantes culturalmente porque somos diversos. A diversidade é nosso potencial e nos fortalece perante o mundo”, afirmou.

As redes culturais podem ser estabelecidas a partir de parâmetros ou elementos em comum para atingir um determinado objetivo, ou a partir de conexões digitais. “Elas são fundamentais para o nosso futuro porque potencializam as trocas, as conexões, o compartilhamento e a diversificação dos valores culturais”, reforçou o Secretário-geral.

Dentro da experiência do audiovisual, a cineasta Carla Camurati pontuou que as trocas interculturais entre os países ibero-americanos são perfeitas para promover ações que transformam a sociedade. “O audiovisual deixou de ser uma linguagem e passou a ser um instrumento. Mais de 85% da comunicação do mundo é feita através dele. E este é um movimento onde os países de língua latina deveriam tomar frente”.

Já o Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, sublinhou a importância da colaboração para a realização de atividades culturais e criativas, que não acontecem sem conexões. “Podemos chamar a economia criativa de economia colaborativa ou da diversidade justamente por isso”, explica. De acordo com o Ministro, o setor público ainda está atrasado nesse aspecto. “Precisamos dar um choque de contemporaneidade na maneira como o estado interage com a sociedade. Poderíamos trabalhar com interações e conexões muito mais dinâmicas, com um governo mais conectado. Assim, as políticas públicas gerariam resultados muito mais rápidos”, concluio.

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